O Novo Bolsa
Família deve começar a ser pago em novembro. É o que se espera depois que
o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entregou ao Congresso Nacional uma
Medida Provisória, com a revogação do programa atual e criação do
chamado Auxílio Brasil. Segundo Bolsonaro, a expectativa é que os
beneficiários tenham um reajuste mínimo de 50% no valor recebido.
Uma vez que as alterações
foram enviadas na forma de MP, elas valem imediatamente após a publicação no
Diário Oficial da União. Mas, para que o programa seja definitivo, é preciso
que seja aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado em um prazo de até 90
dias. De acordo com o presidente, o programa respeitará as regras fiscais,
como o teto de gastos.
Mas, como vai funcionar o
auxílio? Segundo o texto que será analisado pelos parlamentares, o auxílio
será um guarda-chuva de nove programas. Na base, estão os três principais
benefícios, cujos valores ainda não estão definidos:
Primeira infância — pago
para famílias com crianças de até três anos incompletos e acumulativo para até
cinco crianças na mesma família;
Composição familiar —
pago a gestantes e pessoas entre 3 e 21 anos de idade e, também, limitado a cinco
por família. Este auxílio já existe no atual Bolsa Família, mas está limitado a
adolescentes de até 17 anos;
Superação da Extrema Pobreza —
esse é um valor complementar recebido por grupos familiares que, somando os
benefícios anteriores, ainda tenham renda mensal per capta abaixo da linha da
extrema pobreza. Nesse caso, não haverá limitação por número de membros da
família.
Programas complementares
Segundo informações divulgadas
pelo Ministério da Cidadania, há outros seis benefícios que serão disponibilizados
imediatamente a quem está cadastrado no atual Bolsa Família. São eles:
Auxílio Esporte Escolar —
destinado a estudantes com idades entre 12 e 17 anos incompletos que sejam
membros de famílias beneficiárias do Auxílio Brasil e que se destacarem nos Jogos
Escolares Brasileiros.
Bolsa de Iniciação Científica
Junior — para estudantes com bom desempenho em competições acadêmicas e
científicas e que sejam beneficiários do Auxílio Brasil. A transferência do
valor será feita em 12 parcelas mensais. Não há número máximo de beneficiários
por núcleo familiar.
Auxílio Criança Cidadã —
direcionado ao responsável por família com criança de zero a 48 meses
incompletos que consiga fonte de renda, mas não encontre vaga em creches
públicas ou privadas da rede conveniada. O valor será pago até a criança
completar 48 meses de vida, e o limite por núcleo familiar ainda será
regulamentado.
Auxílio Inclusão Produtiva
Rural — pago por até 36 meses aos agricultores familiares inscritos no
Cadastro Único.
Auxílio Inclusão Produtiva
Urbana — quem estiver na folha de pagamento do programa Auxílio Brasil e
comprovar vínculo de emprego formal receberá o benefício.
Benefício Compensatório de
Transição — para famílias que estavam na folha de pagamento do Bolsa
Família e perderem parte do valor recebido em decorrência do enquadramento no
Auxílio Brasil. Será concedido no período de implementação do novo programa e
mantido até que este supere o valor recebido antes, ou até que não se enquadre
mais nos critérios de recebimento.
Empréstimos e emancipação
Outra medida anunciada pelo
Ministério da Cidadania é que os beneficiários do Auxílio Brasil poderão usar a
renda da assistência social para pegar empréstimos consignados. Será permitido
que as famílias comprometam até 30% dos valores recebidos com transações na
modalidade microcrédito.
O governo também criou um
grupo de normas chamadas “medidas emancipatórias”, para estimular as famílias a
deixarem o quadro de assistência social. Aqueles que tiverem um aumento na
renda serão mantidos na folha de pagamento por 24 meses.
No caso das famílias que
deixaram de receber o auxílio, por vontade própria ou após transcorrido o
período, haverá prioridade caso precisem voltar a receber os benefícios.

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