O Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas
do Nordeste (ParlaNordeste) manifestou repúdio contra as declarações do
deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que
afirmou, em entrevista divulgada na última quinta-feira (31), que, se a
esquerda "radicalizar" no Brasil, uma das respostas do governo poderá
ser “via um novo AI-5”.
Segundo a nota, assinada pelos presidentes das
Assembleias Legislativas do Maranhão, Ceará, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas e
Paraíba, cogitar o retorno de um dos Atos Institucionais mais violentos da
época da ditadura militar brasileira “significa fazer apologia a um passado
tenebroso”, além de constituir uma grave “ameaça à institucionalidade
democrática, na medida em que incentivam a violência e promovem a ruptura de um
avanço histórico que libertou o Brasil do autoritarismo e repressão”.
O ParlaNordeste classifica, ainda, como repugnante tal
declaração vinda de um parlamentar, que tem por missão defender a Constituição
Federal do ponto de vista democrático, e assevera que qualquer comentário que
cogite o retorno dos “anos de chumbo” no Brasil deve ser repelido com toda a
indignação possível pelas instituições brasileiras.
Na nota, o Colegiado garante que se manterá em estado de alerta, junto à sociedade brasileira, “na defesa intransigente da efetivação das liberdades individuais e coletivas garantidas pela Constituição Federal de 1988”.
Confira a íntegra da nota
O Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas dos Estados do Nordeste (ParlaNordeste) vem a público manifestar sua indignação e repúdio à declaração inconsequente, autoritária e antidemocrática do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou, em entrevista à jornalista Leda Nagle, divulgada nesta quinta-feira (31), que, se a esquerda "radicalizar" no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”.
O Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas dos Estados do Nordeste (ParlaNordeste) vem a público manifestar sua indignação e repúdio à declaração inconsequente, autoritária e antidemocrática do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou, em entrevista à jornalista Leda Nagle, divulgada nesta quinta-feira (31), que, se a esquerda "radicalizar" no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”.
O AI 5 foi um dos Atos Institucionais mais repressivos e
violentos editados na época da Ditadura Militar brasileira. A ameaça de retomar
tal medida, cogitada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, significa fazer
apologia a um passado tenebroso, com práticas de repressão e censura à imprensa
e pelo fechamento do Congresso Nacional, resultando em centenas de presos políticos
torturados e desaparecidos.
O Brasil é um Estado Democrático de Direito, portanto,
tais declarações vindas de um parlamentar que tem por missão defender a
Constituição Federal, são inaceitáveis, pois consistem em grave ameaça à
institucionalidade democrática, na medida em que incentivam a violência e
promovem a ruptura de um avanço histórico que libertou o Brasil do
autoritarismo e repressão.
Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são
repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas com toda a
indignação possível pelas instituições brasileiras.
Desta forma, o Colegiado de Presidentes das Assembleias
Legislativas do Nordeste repudia qualquer tentativa de reeditar a barbárie dos
“anos de chumbo” no Brasil e se manterá em estado de alerta, junto à sociedade
brasileira, na defesa intransigente da efetivação das liberdades individuais e
coletivas garantidas pela Constituição Federal de 1988.
Othelino Neto (MA) – presidente do Parlanordeste
Adriano Galdino (PB) – vice-presidente do Parlanordeste
José Sarto (CE) – secretário do Parlanordeste
Themístocles Filho - presidente da Assembleia Legislativa do Piauí
Luciano Bispo - presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe
Nelson Leal - presidente da Assembleia Legislativa da Bahia
Marcelo Vitor - presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas.
Agência
Assembleia / Andressa Valadares


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